Solus Christus: A Centralidade da Cruz de Cristo

2017, 500 anos da Reforma Protestante

A Reforma Protestante foi um movimento reformista ocorrido no seio da igreja cristã no século XVI, iniciado por Martinho Lutero, em 1517.

Para celebrarmos os 500 anos deste movimento, acho importante começar pelos 5 pontos basilares desenvolvidos pelos reformadores, os chamados cinco solas: Sola Scriptura (Somente as Escrituras), Solus Christus (Somente Cristo), Sola Gratia (Somente a Graça), Sola Fide (Somente a Fé) e Soli Deo Gloria (Somente a Deus, Glória).

Para o estudo e maior compreensão destes pontos, recorri às excelentes palestras do Professor e Pastor Franklin Ferreira, disponibilizadas no You Tube.

Neste POST, quero destacar o Solus Christus, desenvolvida através da Palestra proferida pelo referido Pastor e publicada em 4 de dez de 2015. In:

Destaques:

  • Quando a igreja abandona o primeiro artigo, a Sola Scriptura, consequentemente acabará abandonando também os outros pontos ou artigos de fé, os outros “solas”.
  • A cruz perdeu seu significado na atualidade. Em pesquisa de 1995, apenas 44% identificaram a cruz como símbolo da fé cristã. Mas a cruz é o ponto central da narrativa bíblica e deve ser também da fé cristã.
  • Segundo Lutero, “a igreja medieval seguia a escada da glória e não a escada da cruz”. Para Lutero, as “imagens de Babel” (Gênesis 11.1-9) representava a igreja medieval, e a escada de “Betel” (Gênesis 28.10-20) representava a descida de Deus até o homem. E a cruz foi o ponto central desta busca ao homem por parte de Deus.
  • Franklin destaca 3 escadas que estão presentes ainda hoje:
  • a escada da especulação, exemplificada pela Teologia Liberal;
  • a escada das boas obras, exemplificada pela prática da igreja medieval e pelo moralismo de algumas igrejas fundamentalistas;
  • a escada do misticismo, exemplificada por crentes que tentam chegar a Deus pelo seu próprio esforço, como portadores de “dons” especiais…
  • a teologia da cruz:
  • só conhecemos a Deus na cruz. Deus é conhecido não na força, mas na fraqueza;
  • Deus é conhecido e adorado somente na cruz;
  • numa linguagem militar, Paulo enfatiza que o Cristo crucificado no madeiro venceu o Diabo;
  • o “teólogo” que não ensina a teologia da cruz não deve ser respeitado como tal; a teologia de Lutero é centrada na cruz…
  • precisamos pensar:

– na relação da cruz com a salvação (Rm 3.24-26);

– na cruz como meio de redenção por Jesus Cristo pela graça;

– na relação da cruz e a igreja; após a 2ª Guerra Mundial, a igreja colocou Jesus e a cruz para fora;

– que o critério da pregação é apontar para o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo…

 

Conclusão:

“Reafirmamos que nossa salvação é realizada unicamente pela obra mediatória do Cristo histórico. Sua vida sem pecado e sua expiação por si só são suficientes para nossa justificação e reconciliação com o Pai.

Negamos que o evangelho esteja sendo pregado se a obra substitutiva de Cristo não estiver sendo declarada e a fé em Cristo e sua obra não estiver sendo invocada.” (A Declaração de Cambridge, 2ª Tese).

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