A era dos reformadores (IX): o curso posterior do Luteranismo

In:

GONZÁLEZ, Justo L. E até aos confins da Terra: uma história ilustrada do Cristianismo: a era dos reformadores – Vol. 6. São Paulo: Vida Nova, 1995, pág. 145 a 156.

“O governante cristão pode e deve defender seus súditos contra toda autoridade superior que pretende obrigá-los a negar a Palavra de Deus e a praticar a idolatria.” (Confissão de Marburgo)

A paz de Nuremberg, firmada em 1532, permitia aos protestantes continuar em sua fé, ao mesmo tempo que lhes proibia estendê-la para outros territórios. Ao que parece, Carlos V esperava poder deter desse modo o avanço do protestantismo, até o ponto em que pudesse reunir recursos necessários para esmagá-lo. Entretanto essa política fracassou, pois, apesar do acertado em Nuremberg, o protestantismo continuava em expansão.

A expansão protestante

A situação política da Alemanha era complicada ao extremo. Ainda que, supostamente, o imperador gozasse do poder supremo, havia muitos outros interesses que se opunham ao uso desse poder. Além das razões religiosas dos protestantes, muitos temiam o crescente poder da casa da Áustria, à qual pertencia Carlos V. Entre eles se contavam vários príncipes católicos que não queriam dar ao imperador ocasião de empreender sua luta contra os protestantes como meio de engrandecer o poderio de sua casa, e que, portanto, não estavam dispostos a lançar-se de cheio na cruzada antiprotestante que Carlos V tratava de organizar. Além disso, um dos principais baluartes contra as pretensões da casa da Áustria era Felipe de Hesse, que era o chefe da liga protestante de Esmalcalda. Por isso, o imperador não pôde opor-se efetivamente à expansão do protestantismo para novos territórios.

Em 1534, Felipe arrebatou dos da casa da Áustria o ducado de Wurtemberg, que haviam possuído, e cujo duque estava exilado. Depois de assegurar-se da neutralidade dos príncipes católicos, Felipe invadiu o ducado e o devolveu ao duque, que se declarou protestante. Visto que parecia que boa parte da população se inclinava de antemão para essa fé, logo todo o ducado a seguiu.

Outro rude golpe para o catolicismo alemão foi a morte do duque Jorge da Saxônia, em 1539. A Saxônia estava dividida em duas, a Saxônia eleitora, e a ducal. Na primeira, o protestantismo tinha tido vitória. Porém na segunda recebeu tenaz oposição, tendo sido o duque Jorge um dos piores inimigos de Lutero e de seus seguidores. Seu irmão e sucessor, Henrique, se declarou protestante, e Lutero foi convidado a pregar em Leipzig, a capital do ducado, onde anos antes tinha tido seu debate com Eck.

No mesmo ano o eleitorado de Brandemburgo passou a mãos protestantes, e até se começou a falar da possibilidade de que os três eleitores eclesiásticos, os arcebispos de Tréveris, Mogúncia, e Colônia, abandonassem o catolicismo e se declarassem protestantes.

Carlos V tinha as mãos atadas, pois se encontrava envolvido em demasiados conflitos em outros lugares e, assim, tudo o que pôde fazer foi formar uma aliança de príncipes católicos para opor-se à Liga de Esmalcalda. Esta foi a liga de Nuremberg, fundada em 1539. Além disso, ainda que sem muito êxito, conseguiu uma aproximação entre católicos e protestantes e, com esse propósito, tiveram lugar vários colóquios entre teólogos de ambos os lados. Apesar de todas essas medidas imperiais, em 1542 a Liga de Esmalcalda conquistou territórios do principal aliado do imperador no norte da Alemanha, o duque Henrique de Brunswick, e o protestantismo se apoderou da região. Vários bispos, conscientes de que a maioria do povo se inclinava para o protestantismo, declararam que suas possessões eram estados seculares, fazendo-se senhores hereditários, e foram para o partido protestante. Naturalmente, em tudo isso havia uma mescla de motivos religiosos e ambições pessoais. Porém em todo caso o fato era que o protestantismo parecia estar a ponto de apoderar-se de toda a Alemanha, e que durante mais de dez anos o imperador viu diminuir seu poder. Entretanto, logo, os protestantes receberam vários golpes rudes.

A Guerra de Esmalcalda

O primeiro golpe foi a bigamia de Felipe de Hesse. Este chefe da Liga de Esmalcalda era um homem digno e dedicado à causa protestante, que tinha sem dúvida algumas fortes dores de consciência porque lhe era impossível levar uma vida marital com sua esposa de vários anos e tampouco tinha condições de ser continente. Não se tratava de um libertino, mas de um homem atormentado por seus apetites sexuais, e pelo remorso que sua satisfação ilícita lhe causava. Felipe pediu conselho aos chefes principais da Reforma, e Lutero, Melanchton e Bucero concordaram em que as Escrituras não proibiam a poligamia, e que Felipe podia tomar uma segunda esposa sem abandonar a primeira, desde que isso não fosse público, pois a lei civil proibia a poligamia. Felipe seguiu o conselho e quando o escândalo surgiu, tanto ele como os teólogos a quem havia consultado se viram numa situação um tanto difícil. No campo da política, o anúncio da bigamia do landgrave fez com que vários membros da Liga de Esmalcalda pusessem em dúvida o direito que ele tinha de ser seu dirigente, caindo então, a aliança protestante, carente de um cabeça efetivo.

O segundo golpe foi a negativa do duque Maurício da Saxônia em unir-se, com a Liga de Esmalcalda. No mesmo tempo que se declarava protestante, insistia em levar sua própria política. E quando o imperador declarou que sua guerra não era contra o protestantismo, mas contra a rebelião dos príncipes luteranos, Maurício estava disposto a tomar o partido do imperador, em troca de certas concessões que este lhe prometera.

O terceiro golpe foi a morte de Lutero, que teve ocasião em 1546. Apesar do prestígio que havia perdido por causa da guerra dos camponeses e da bigamia de Felipe de Hesse, Lutero era o único personagem capaz de unir os protestantes debaixo de uma só bandeira. Sua morte, pouco depois da bigamia de Felipe, deixou o partido protestante acéfalo tanto política como eclesiasticamente.

Entretanto, o mais duro golpe foi dado pelo imperador, que finalmente se encontrava livre para ocupar-se com os assuntos da Alemanha, e desejava vingar todas as humilhações de que tinha sido objeto p r parte dos príncipes protestantes. Aproveitando as divisões dos protestantes, e com a ajuda do duque Maurício, Carlos V invadiu, derrotou e fez prisioneiros tanto a Felipe de Hesse como ao Eleitor João Frederico da Saxónia (sucessor de Frederico, o Sábio).

O Ínterim de Augsburgo

Apesar de sua vitória militar, o imperador sabia que não podia impor sua vontade em questões religiosas, assim comentou-se em promulgar o Ínterim de Augsburgo, composto por uma comissão de teólogos católicos e protestantes. Por ordem de Carlos V, o estipulado nesse ínterim devia ser seguido até que se convocasse um concílio geral que discernisse as diferenças entre ambos os lados (o Concílio de Trento havia começado há três anos antes, em 1545, porém o imperador havia se chocado com o papa, e não estava disposto a aceitar as deliberações desse Concílio). O que Carlos V esperava, era impor na Alemanha uma reforma semelhante a que estava acontecendo na Espanha desde os tempos de sua avó Isabel, de tal modo que se eliminassem o abuso e a corrupção, mas se mantivessem as doutrinas e práticas tradicionais. O ínterim lhe parecia uma maneira de ganhar tempo para conseguir implantar essa política.

Imagem relacionadaPorém, nem os católicos nem os protestantes acolheram com agrado este intento de legislar sobre questões da consciência. Em todas as partes surgiu oposição ao ínterim. Vários dos principais chefes protestantes negaram-se a aceitá-lo. Os teólogos de Wittenberg, com Melanchthon como cabeça, aceitaram por fim uma versão modificada, o ínterim de Leipzig. Porém, isto ainda não era aceitável para a maioria dos luteranos, que acusavam a Melanchthon e os seus de covardia, e estes se defendiam dizendo que tinham de distinguir entre o essencial e o periférico, e que tinham cedido unicamente no que era periférico com a finalidade de reter seus direitos de continuar pregando e praticando o essencial.

Felipe de Melanchthon, que havia sido o principal colaborador de Lutero no campo teológico, sucedeu-o como chefe dos teólogos luteranos, apesar de logo surgirem contendas sobre quem interpretava mais acertadamente o pensamento do Reformador.

Em todo caso, a política de Carlos V, que parecia ter boas possibilidades de êxito quando do início da guerra de Esmalcalda, fracassou. Os demais príncipes, inclusive os católicos, se queixavam do mau-trato que era dispensado aos prisioneiros Felipe de Hesse e João Frederico, da Saxónia, e até se dizia que o imperador se havia possuído da personalidade de Felipe comprometendo sua honra mediante uma artimanha indigna. Enquanto isso, os protestantes, divididos antes da guerra, começavam a unir-se em sua oposição ao ínterim. E tanto o papa como o rei da França se mostravam pouco dispostos a auxiliar o imperador, cujos triunfos viam com receios.

A derrota do Imperador

Logo os príncipes protestantes começaram a conspiração contra Carlos V. Maurício, da Saxónia, que não havia recebido do imperador aquilo que esperava e que, de qualquer maneira, temia o crescente poder da casa da Áustria, uniu-se à conspiração, que enviou embaixadores ao rei da França para assegurar-se do seu apoio. Quando, finalmente, estourou a revolta, o imperador achou-se desamparado, enquanto as tropas francesas de Henrique II atacavam suas possessões do outro lado do Reino. As poucas tropas com cuja lealdade podia contar eram insuficientes para o combate e foi obrigado a fugir. E mesmo isso lhe foi difícil, pois Maurício da Saxônia tinha se apoderado de vários lugares estratégicos, e pouco faltou para que Carlos V caísse em suas mãos.

Quando por fim viu-se a salvo, o imperador tratou em vão de reconquistar a praça de Metz, que os franceses tinham tomado aproveitando as lutas internas do império e com a anuência dos príncipes protestantes. Porém também esse intento foi frustrado e assim a política imperial, que Carlos V tinha forjado durante várias décadas, veio ao chão.

No entanto, o imperador tinha deixado seu irmão Fernando responsável pelos assuntos alemães e este conseguiu com os príncipes rebeldes o tratado de Pasau, que devolvia à liberdade Felipe de Hesse e João Frederico, da Saxônia, e garantia a liberdade de culto por todo o império; apesar de tal liberdade não ser concedida em termos tais que cada um poderia escolher sua própria religião, ela fora dada no sentido de que cada governante podia escolher a sua e a de seus súditos sem que as autoridades imperiais interviessem. Além disso, tal liberdade se estendia somente aos que sustentassem a fé católica ou a da Confissão de Augsburgo e assim não incluía os anabatistas nem os reformados.

Fracassado e amargurado, Carlos V começou a dar passos para assegurar-se do futuro da casa da Áustria. Em 1555 começou a desfazer-se de suas possessões, abdicando em favor de seu filho Felipe, primeiro dos Países Baixos, depois de suas posses italianas e, por fim, do trono espanhol. No ano seguinte renunciou oficialmente do posto de imperador e retirou-se para o mosteiro de Yuste, na Espanha, onde seguiu vivendo rodeado de todas as honras imperiais e servindo de conselheiro para seu filho Felipe II, até que morreu anos mais tarde, em setembro de 1558.

O novo imperador, Fernando I, abandonou a política religiosa de seu irmão, e foi tão tolerante que muitos católicos pensaram que era um protestante secreto. Sob o seu governo e do seu sucessor Maximiliano II, o protestantismo continuou expandindo-se pelos territórios até então católicos. Isto sucedeu inclusive na própria Áustria, possessão hereditária de Carlos V e seus sucessores, onde o protestantismo conseguiu forte posição.

Apesar da paz de Augsburgo, a questão religiosa continuou em debate na Alemanha e, freqüentemente, mediante o uso da força, embora não houvesse grandes conflitos armados até a Guerra dos Trinta Anos, da qual trataremos em outro volume de nossa história.

O Luteranismo na Escandinávia

Enquanto os acontecimentos que temos narrado estavam ocorrendo na Alemanha, na vizinha Escandinávia se fazia sentir também o impacto dos ensinos de Lutero. Enquanto na Alemanha a Reforma e as lutas que se seguiram contribuíram para manter o país dividido e a limitar o poder da monarquia sobre os nobres, na Escandinávia sucedeu exatamente o contrário, pois os reis abraçaram a doutrina protestante, e o triunfo dela foi também uma vitória para eles.

Na teoria, Dinamarca, Noruega e Suécia eram um reino unido. Porém na realidade o rei era só da Dinamarca, onde residia. Na Noruega seu poder era limitado, e era nulo na Suécia, onde a poderosa casa dos Sture, com o título de regentes, era dona do poder. Na própria Dinamarca, a autoridade real se achava limitada pelo poder da aristocracia e da hierarquia eclesiástica, que defendiam seus velhos privilégios contra todo intento de estender o poderio do rei. Além disso, visto que a coroa era eletiva, em cada eleição os magnatas, tanto seculares como religiosos, forçavam o novo soberano a fazer-lhes concessões maiores. Oprimido pelos grandes senhores eclesiásticos e seculares, o povo não tinha outro recurso que submeter-se a cargas onerosas e impostos arbitrários.

Resultado de imagem para cristiano ii da dinamarcaAo explodir a Reforma na Alemanha, quem ocupava o trono escandinavo era Cristiano II, cunhado de Carlos V por haver-se casado com sua irmã Isabel (neta da grande rainha da Espanha). Visto que os suecos não lhe permitiam ser rei efetivo de seu país, apelou a seu cunhado e a outros príncipes, e com recursos na maioria estrangeiro invadiu a Suécia e se fez coroar em Estocolmo. Apesar de ter prometido respeitar a vida de seus inimigos suecos, poucos dias depois de sua coroação ordenou a terrível “matança de Estocolmo”, na qual fez executar os principais aristocratas e eclesiásticos do país.

A matança de Estocolmo causou fortes ressentimentos, não apenas na Suécia, mas também na Dinamarca e Noruega, onde os nobres e os prelados começaram a temer que, depois de destruir a aristocracia sueca, o rei faria o mesmo com eles. Se bem que um dos propósitos de Cristiano parece ter sido livrar o povo da opressão a que estava submetido, sua crueldade em Estocolmo, e a propaganda eclesiástica, logo lhe fizeram perder a popularidade no país.

Cristiano tratou então de utilizar o movimento reformador como instrumento de sua política. Pouco antes tinham aparecido os primeiros pregadores luteranos na Dinamarca, e o povo parecia inclinar-se para as novas doutrinas. Porém, apesar disso, a nova política de Cristiano não teve os resultados que eram esperados, pois só serviu para aumentar a inimizade dos prelados para com ele, enquanto os protestantes não confiavam nas promessas do autor da matança de Estocolmo. Logo depois explodiu uma rebelião e Cristiano teve de fugir. Oito anos mais tarde, com o apoio de vários senhores católicos do estrangeiro, desembarcou na Noruega e se declarou campeão da causa católica. Porém seu tio e sucessor, Frederico I, derrotou-o e fê-lo prisioneiro, condição na qual ficou até sua morte, vinte e sete anos mais tarde.

Ao subir ao trono, Frederico I tinha prometido não atacar o catolicismo, nem introduzir o protestantismo no país. Porém ele mesmo era de convicções luteranas e, além disso, as doutrinas reformadoras ganhavam terreno entre o povo e os nobres. A política do novo rei foi abster-se de toda intervenção nas questões religiosas, e dedicar-se a afiançar seu poder na Dinamarca renunciando toda pretensão sobre a Suécia, e permitindo à Noruega eleger seu próprio Rei. Visto que o reino no norte o elegeu, Frederico conseguir manter algo da velha união dos países escandinavos, sem ter que apelar aos métodos tirânicos do seu predecessor. Enquanto tudo isso acontecia, e com a anuência do rei, o protestantismo ia se fazendo forte no país, tanto entre o povo como entre os nobres. E finalmente, na dieta de Odense, em 1527,o protestantismo foi oficialmente reconhecido e tolerado. A partir de então a doutrina luterana avançou rapidamente e, quando Frederico morreu em 1533,a maioria do país a seguia.

Os partidários do catolicismo, com ajuda estrangeira, trataram de impor então um rei católico. Porém o pretendente foi derrotado, e o novo rei, Cristiano III, luterano convicto, que havia estado na dieta de Worms, tomou medidas para que todo o país se tornasse protestante. Após limitar o poder dos bispos, pediu a Lutero que enviasse alguém que pudesse ajudar na obra da reforma, e posteriormente a igreja subscreveu a Confissão de Augsburgo.

Porträtt av Gustav Vasa - Livrustkammaren - 38574.tifEntretanto, na Suécia os acontecimentos tomavam um rumo diferente. Quando Cristiano II tratou de apoderar-se do país tinha entre seus prisioneiros um jovem sueco de nome Gustavo Ericsson, popularmente conhecido como Gustavo Vasa. Este escapou, e no estrangeiro fez todo o possível para opor-se a Cristiano. Quando soube da matança de Estocolmo, na qual morreram vários de seus parentes próximos, regressou em secreto ao país. Vestido pobremente e trabalhando como jornaleiro, se inteirou do sentimento popular contra a ocupação danesa, e finalmente levantou armas no comando de um bando desorganizado de gente do povo. Pouco a pouco, seu nome foi se tornando uma lenda e, em 1521, os rebeldes o proclamaram regente, e rei dois anos depois. Em poucos meses, aquele que tinha começado uma campanha nas insólitas regiões do norte, entrava triunfalmente em Estocolmo, em meio ao regozijo popular.

Entretanto, o título real concedia-lhe pouca autoridade, pois os nobres e os prelados aspiravam pelo poder, em alguns casos eclipsado pela invasão danesa. A política do novo rei, baseada tanto no cálculo como em sua convicção, foi sagaz. Suas mais fortes medidas foram dirigidas contra os prelados, tratando sempre de não se indispor com os nobres, porém conquistando sobretudo, a simpatia dos camponeses e dos cidadãos. Quanto aos bispos, iniciaram uma rebelião mas foram derrotados, e os dois chefes foram julgados e condenados à morte, mas os que os seguiram foram perdoados. Nesse mesmo ano o rei convocou pela primeira vez uma assembléia nacional na qual havia representantes não só da nobreza e do clero, mas também dos burgueses comuns e dos camponeses. Quando o clero, com a ajuda dos nobres, que começavam a temer pelos seus privilégios, conseguiu que a assembleia rechaçasse as medidas reformadoras propostas pelo rei, este simplesmente renunciou, declarando que a Suécia não estava preparada para ter um verdadeiro rei. Três dias depois, pressionada pelo caos que ameaçava o país a assembléia pediu a Gustavo Vasa que aceitasse de novo a coroa, e os prelados viram-se desamparados em suas pretensões.

O resultado dessa assembleia, e do triunfo de Gustavo Vasa, foi que o clero, desprovido agora de suas riquezas e excluído a partir de então das deliberações nacionais, perdeu todo o poder político. Quando Gustavo Vasa morreu em 1560, o país era protestante, com uma hierarquia eclesiástica luterana, e a monarquia tinha deixado de ser eletiva para tornar-se hereditária.

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