Idade Média: características gerais

A chamada Idade Média corresponde ao período que vai da queda do Império Romano do Ocidente, em 476, até à tomada de Constantinopla pelos turcos otomanos, em 1453.

Os renascentistas do século XVI chamavam o período da Idade Média de “Idade das Trevas”, porque segundo eles, o misticismo religioso teria sepultado todo o conhecido greco-romano produzido na Antiguidade.

Costumam-se dividir a Idade Média [1] em duas grande divisões: Alta Idade Média e Baixa Idade Média. E podemos caracterizar os aspectos politico, social, econômico e cultural destas duas fases da seguinte forma:

1. Alta Idade Média – Séculos V ao X:

  • Política: marcada pela descentralização, isto é, poder distribuído entre o rei e os nobres (senhores feudais).
  • Sociedade: estamental, isto é, não havia mobilidade social entre os grupos. Três grupos se destacavam neste período:

– Clero, os que rezavam (autoridades religiosas).

– Nobreza, os que guerreavam (classe política que cuidavam da segurança do feudo).

– Servos, os que trabalhavam (classe servil e sujeita a uma série de obrigações).

  • Economia: estritamente agrária e rural. A agricultura era a principal atividade econômica.
  • Cultura: marcada pelo teocentrismo, isto é, religiosidade (fé) propagada pela Igreja Católica. Esta era a principal (ou única) entidade formadora de opinião da época.

2. Baixa Idade Média – Séculos XI ao XV:

  • Política: transição entre a descentralização e o Absolutismo, isto é, concentração do poder nas mãos dos reis.
  • Sociedade: além dos grupos sociais acima (clero, nobreza e servos), surge um grupo comerciante emergente, a classe burguesa (classe feirante e que atuavam nos burgos, cidades).
  • Economia: além da agricultura, surgem as feiras, as atividades financeiras e uma série de atividades e profissões urbanas.
  • Cultura:transição entre o teocentrismo (Deus no centro) para o antropocentrismo (o homem no centro), filosofia, arte, ciência etc voltadas para a valorização do homem (humanismo).

Principais temas da Alta Idade Média:

Principais temas da Baixa Idade Média:

Idade Média Oriental:

 

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Agora, veja o vídeo sobre a Introdução à Idade Média, produzido pelo professor Cesar Mota [2]:


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Fonte:

  • [1] LINHA do tempo. Disponível em: <https://clionainternet.wordpress.com/tag/linha-do-tempo-idade-media/>. Acesso em 21/10/2015.
  • [2] MOTA, Cesar. Introdução à Idade Média… vídeo disponível em: <https://www.youtube.com/watch?time_continue=1&v=eHIGSd38KPk>. Acesso em 17/02/2016.
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11 respostas a Idade Média: características gerais

  1. Olá, Anônimo (ou Eliana?). Este post trata-se apenas de um resumo ou esboço que eu usava em aula inicial sobre a Idade Média. Sugiro que você peça para seu professor uma indicação bibliográfica para sua pesquisa. Minha sugestão pode ser o livro de Jacques Le Goff (link a seguir): < https://portalconservador.com/livros/Le-Goff-O-Homem-Medieval.pdf>.

  2. Anônimo disse:

    IDADE MÉDIA (IDADE DAS TREVAS)
    1 O que foi?
    2 Porque do nome?
    3 Principais características?
    4 Divisão de classe social?
    5 A aquisição.
    6.O papel da mulher.
    elianadlm@gmail. Com

  3. Anônimo disse:

    me ajudou muito, vlw

  4. Olá, Helton agostinho
    Sugiro a leitura do livro, disponível em PDF, direcionado pelo historiador Jacques Le Goff, chamado “O Homem Medieval”.
    Apenas um trecho de seu livro (páginas 10 e 11), onde ele destaca o homem medieval como “religioso”, cônscio de que é “criatura de Deus”, “pecador”, senhor da “natureza”, vocacionado ao “trabalho” (sua intervenção na natureza, buscando se sobreviver), … “Os homens da Idade Média reconheceriam uma realidade a que era preciso chamar o homem? Encontrariam, na sociedade heterogénea em que viviam, um modelo que se adaptasse ao rei e ao mendigo, ao monge e ao jogral, ao mercador e ao camponês e, para falar em termos de sexo, à mulher e ao homem, um modelo que seria o homem! A resposta é, sem dúvida, afirmativa e até se deve sublinhar que poucas épocas tiveram, como a Idade Média cristã ocidental dos séculos XI-XV, a convicção da existência universal e eterna de um modelo humano. Numa época dominada e impregnada até às suas fibras mais íntimas pela religião, esse modelo era, evidentemente, definido pela religião e, acima de tudo, pela mais alta expressão da ciência religiosa: a teologia. Se havia um tipo humano a excluir do panorama do homem medieval era precisamente o do homem que não crê, o tipo a que, mais tarde, se chamará libertino, livre pensador, ateu… Para a antropologia cristã medieval o que é, então, o homem? É a criatura de Deus. A natureza, a história e o destino do homem conhecem-se, em primeiro lugar, no livro do Génesis, no início do Velho Testamento. No sexto dia da criação, Deus fez o homem e conferiu-lhe, explicitamente, o poder de dominar a natureza, flora e fauna, que lhe forneceriam o alimento. Por isso, o homem medieval está vocacionado para ser senhor de uma natureza dessacralizada, da terra e dos animais. Mas Adão, instigado por Eva que, por sua vez, tinha sido corrompida pela serpente, isto é, pelo mal, pecou. A partir daí, dois seres habitam nele: o que foi feito «à imagem e semelhança de Deus» e o que, tendo cometido o pecado original, foi expulso do paraíso terrestre e condenado ao sofrimento — que, para os homens, se concretiza no trabalho manual e, para as mulheres, nas dores do parto — à vergonha, simbolizada pelo tabu da nudez dos órgãos sexuais, e à morte. Conforme a época, a cristandade medieval insistia ou na imagem positiva do homem, ser divino, criado por Deus à sua semelhança, associado à sua criação (já que Adão deu nome a todos os animais), chamado a encontrar de novo o paraíso perdido por sua culpa, ou na sua imagem negativa, a do pecador, sempre pronto a sucumbir à tentação, a renegar Deus e, por conseguinte, a perder o paraíso para sempre, a mergulhar na morte eterna. Esta visão pessimista do homem, fraco, vicioso, humilhado perante Deus, está presente em toda a Idade Média, mas é mais acentuada durante a alta Idade Média, desde o século IV ao século X — e ainda nos séculos XI e XII —, ao passo que, a partir dos séculos XII e XIII, tende a dominar a imagem optimista do homem, reflexo da imagem divina, capaz de continuar a criação na terra e de se salvar. A interpretação da condenação ao trabalho, do Génesis, domina a antropologia da Idade Média. É a luta entre duas concepções do trabalho/canseira e do homem no trabalho. De um lado, insiste-se no carácter de maldição e de penitência do trabalho, do outro, insiste-se nas suas potencialidades como instrumento de resgate e de salvação… Durante muito tempo, esmagado pelas provações que lhe eram infligidas por Deus, não compreende, constata que o homem ‘consome sem esperança os seus dias’, que a sua vida é apenas ‘vento’. Finalmente, renuncia a todo o orgulho e a todas as reivindicações: poderá o homem, chamado por Deus, comparecer perante Ele para se justificar? Poderá aparecer puro quem nasceu de uma mulher? Sob o seu olhar, até a Lua e as estrelas são impuras…” Esta caracterização do homem medieval foi própria dos séculos XI ao XV, marcado pelo teocentrismo. Depois disto, há uma certa mudança de mentalidade e de questionamento do homem, que já põe em dúvida “aquilo que o padre falou”…
    Acesse: < https://portalconservador.com/livros/Le-Goff-O-Homem-Medieval.pdf>.

  5. Helton agostinho disse:

    Eu gostaria de saber como o homem era caracterizado na idade media.

  6. gerlanne sousaw disse:

    Nao gostei pos nao encontrei o que queria.

  7. Dariane disse:

    Me salvou

  8. gabi disse:

    gostei muito me ajudou

  9. Bom,achamos muitas respostas

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