Os (Ana) Batistas na Suécia e reflexos na origem das Assembleias de Deus no Brasil

O presente artigo é parte da avaliação da disciplina Painel: Colonização europeia e protestantismo brasileiro, do Curso de Pós-graduação em História e Teologia do Protestantismo no Brasil, da Faculdade Teológica Batista de São Paulo, disciplina ministrada pelo Professor: André Szczawlinska Mucenieks.

A Suécia é um dos países nórdicos ou escandinavos, juntamente com a Dinamarca, Finlândia, Islândia, além de territórios associados, que incluem as ilhas Faroé e Groenlândia. E para nosso propósito, neste artigo, queremos destacar a presença batista nesta região, as organizações de suas igrejas na Suécia, no final século XIX e envio de missionários para o Brasil, que redundaram na origem das Assembleias de Deus em nosso país, no início do século XX.

1. Anabatistas e batistas: breve histórico e características similares

Agora todos querem salvar-se mediante uma fé superficial, sem os frutos da fé, sem o batismo da prova e da tribulação, sem amor nem esperança e sem práticas verdadeiramente cristãs.[1]

A ideia de citar os anabatistas neste trabalho foi devido ao fato de ser este grupo, muito parecido em suas doutrinas e atuações com os batistas que surgem no século XVII e por representarem a ala radical da Reforma Protestante. Além disso, o próprio termo “anabatismo”, que significa “re-batizadores”, também tem relação com os batistas, “os que batizam”. Mas eles têm sua origem bem anterior à Reforma Protestante, inclusive com outros nomes e divididos em vários grupos, além de possuírem crenças e práticas diferentes uns dos outros.

Há três teorias sobre a origem dos batistas: a teoria “… Sucessionista ou JJJ (Jerusalém-Jordão-João); a do movimento dos Anabatistas do Século 16 e da proveniência dos separatistas ingleses, que dissentiram da Reforma Anglicana” (SILVA: 2012, p. 65). A primeira teoria foi rejeitada[2], enquanto a segunda e a terceira têm relação direta com a reforma radical do século XVI e a organização dos batistas no século XVII.

Numa rápida leitura das obras abaixo (parte da bibliografia), encontramos algumas características dos anabatistas como:

  • Pregação sobre a necessidade de regeneração ou novo nascimento. Não aceitavam as pessoas supostamente cristãs, apenas pelo fato de pertencerem a uma igreja oficial e terem sido batizadas quando crianças.
  • Batismo somente para os adultos. Não admitiam batismo de crianças.
  • Inserção destes convertidos ou regenerados em comunidades particulares, que primavam pelos ensinamentos do Novo Testamento, sobretudo os do Sermão do Monte. Eram conhecidos – principalmente em Zurich, na Suíça – por terem sido bons leitores da Bíblia, conhecidos como ‘irmãos’ e defenderem uma comunidade de verdadeiros crentes (regenerados e batizados)[3].
  • Não lançavam mão da força, ou seja, não iam à guerra[4].
  • Priorizavam o companheirismo e cuidado com as necessidades do próximo.
  • Evitavam as igrejas oficiais por serem igrejas de Estado, como a Luterana, na Alemanha; Calvinista, na Suíça; e Anglicana, na Inglaterra.
  • Eram devotados, trabalhadores, ocupados principalmente com suas sociedades, isolados do mundo político e sofrendo pacientemente inimizades e perseguições.

Princípios como estes foram compartilhados pelos batistas no século XVII.

Os anabatistas surgiram especialmente nas regiões da Europa onde o descontentamento social vinha dos camponeses e artesãos que eram vítimas de injustiças; não obstante, entre eles havia alguns líderes cultos. Foram eles, até certo ponto, envolvidos pela Guerra dos Camponeses em 1525, guerra que foi a culminação das revoltas das populações opressas (…) Em geral estes eram calmos, devotados, trabalhadores, ocupados principalmente com suas sociedades (…), isolados do mundo e das lutas políticas, sofrendo pacientemente inimizades e perseguições (NICHOLS: 1985, p. 181).

A insistência de uma igreja independente do Estado e com as caraterísticas acima, principalmente a defesa do batismo de adultos, custou um preço muito alto para os anabatistas. Na Alemanha (Sacro Império), mesmo depois da dieta de Spira (1529), aquela que definiu o termo “protestante”, os anabatistas foram taxados como “hereges”.

“O número de mártires foi enorme, provavelmente maior do que todos os que morreram durante os três primeiros séculos da história da igreja (…) Com cruel ironia, em alguns lugares se condenavam os anabatistas a morrerem afogados. Outras vezes eram queimados vivos (…) Porém não faltaram casos nos quais eles foram mortos em meio a torturas incríveis, como a de serem esquartejados ainda vivos. (…) E o notável é que, quanto mais se lhes perseguiam, mais crescia o movimento” (Ibidem: p. 101 e 102).

Enquanto isto, na Holanda (Países Baixos), um grupo de anabatistas, liderado por Meno Simons (1492-1559), ex-padre católico, holandês, e convertido ao Anabatismo em 1536, por seguir a orientação de seu líder, passou a ser conhecido como menonitas. Posteriormente, em 1608, vários puritanos fugidos da perseguição na Inglaterra, dirigem-se para a Holanda e aceitam os pontos de vistas dos menonitas. E, no ano seguinte, John Smith (1570-1612), ex-ministro anglicano, que se separou do Anglicanismo por causa, principalmente, do pedobatismo, passou a liderar um grupo separatista, aproximou-se dos menonitas, “… batizou-se a si mesmo, a Thomas Helwys e aos 40 membros do seu rebanho. Devido ao contato com os Menonitas, ramo posterior do Anabatismo, alguns membros desta congregação se tornaram menonitas, inclusive Smith, após um longo período de negociações para inclusão desse grupo” (SILVA: 2012, p. 70).

John Smith é considerado o fundador da Igreja Batista, mas esta, organizada com este nome, ocorreu em Londres, em 1612, por seu colega Thomas Helwys e seus seguidores. “Este grupo praticava o batismo por afusão, que consistia no derramamento de água sobre o batizando, e sustentavam (sic) as doutrinas de Armínio, passando a ser conhecidos (sic) como batistas gerais.” (Ibidem: p, 70). Ao que parece, havia também os batistas particulares que se batizavam por imersão. Somente em 1644, após a Confissão de Londres, é que foi adotado o imersionismo[5] no batismo para todos.

2. Os Batistas na Suécia e os avivamentos dos séculos XIX e XX

As pessoas arrependiam-se dos pecados em meio a lágrimas, davam gritos de entusiasmo pelo perdão alcançado e algumas até desmaiavam. (GONZÁLEZ: 2011, p. 208)[6].

Nos países escandinavos, durante o século XIX, aconteceram grandes campanhas de reavivamento[7], incluindo a Suécia. Neste país, os batistas organizaram suas primeiras congregações em 1843. E o movimento neo-evangélico, que segundo HÄGGLUND (2003), ocupa uma posição intermediária entre o movimento pietista e igrejas livres, contou com a grande contribuição de Carl Olof Rosenius que “… foi influenciado por pregação contemporânea de batistas e reformados” (Op. Cit., p. 333).

Na verdade, o Protestantismo tem experimentado muitos “movimentos avivamentistas”. E entre estes movimentos estão a reforma radical, incluindo puritanos e batistas (século XVI e início do século XVII), como já vimos, o pietismo, oriundo do luteranismo, principalmente (século XVIII), o metodismo, proveniente do Anglicanismo, a exemplo dos batistas e puritanos (também século XVIII).  O “Grande Avivamento” do final do século XVIII nos Estados Unidos contava com avivalistas calvinistas como George Whitefield, Jonathan Edwards e outros. Mas “… as denominações que receberam melhor proveito não foram os presbiterianos nem os congregacionalistas [como os citados], mas, sim, os batistas e os metodistas (GONZALEZ: 2011, p. 209 e 210. Foram estes que, movidos pelo espirito avivalista, principalmente da pregação do evangelho, os que mais cresceram naquele país.

Entre os metodistas, destacam-se, por exemplo, as pessoas de Phoebe Palmer e sua esposa, que vão impulsionar, a partir de 1830, em Nova York, o Avivamento de Santidade ou Holiness, que insistia na perfeição cristã e que vai repercutir em outras regiões.

Alguns batistas suecos como Daniel Berg e Gunnar Vingren estiveram nos Estados Unidos e tiveram contato com este movimento e com pregadores como Charles Parham, que iniciou uma escola bíblica em Houston, e William Joseph Seymour[8] que, em Los Angeles, dirigiu um grupo de pessoas que já tinham passado pela experiência do “falar em línguas” e dando início ao “movimento da Rua Azusa”, ou “Movimento Pentecostal”, como gostam de falar os “assembleianos”.

Na Suécia, batistas como Lewis Petrhus, que foi pastor da 7ª Igreja Batista de Estocolmo, em 1913, também passaram pela mesma experiência de outros que vieram para os Estados Unidos[9]. Sua igreja, com aproximadamente 500 membros, naquele ano, se tornou “pentecostal” ou pentecostalizada, e se organizou como a Igreja Filadélfia de Estocolmo. Segundo MATOS (Op. Cit.) depois de “… influenciado por Pethrus, Berg abraçou a fé pentecostal quando retornava para os Estados Unidos em 1909. Conhecendo Vingren, os dois se uniram pelo ideal missionário. Enquanto oravam com um patrício, este profetizou que deveriam ir para um lugar chamado Pará”. Depois do início dos trabalhos dos missionários Gunnar Vingrem e Daniel Berg no Brasil, esta igreja passa a dar assistência aos mesmos.

3. Da Suécia para o Brasil: influência sueca no pentecostalismo brasileiro

Diga-lhes que vou feliz com Jesus, e como um pai em Cristo, exorto todos a receberem a graça de Deus, que quer operar mais santidade e humildade, para que possam receber os dons do Espírito Santo. Somente desta maneira a Igreja de Deus poderá estar preparada para a vinda de Jesus. (Gunnar Vingren)[10].

O pentecostalismo brasileiro inicia-se em 1910 com a fundação da Congregação Cristã no Brasil, pelo italiano Louis Francescon. Mas o chamado “pentecostalismo clássico” está relacionado com a Assembleia de Deus (A.D.), fundada no ano seguinte, pelos batistas suecos Gunnar Vingren (1879-1933) e Daniel Berg (1885-1963) no Brasil, e que se tornou a maior denominação pentecostal do país. Não queremos nos deter na motivação da origem da A.D., depois de desligar-se da Igreja Batista, mas apenas destacar a presença destes e outros missionários suecos e suas contribuições no início desta igreja no Brasil.

O pastor da Igreja Batista que acolheu Vingren e Berg, Erik Nilsson, era também sueco, e a partir de 1914, outros missionários também chegaram da Suécia para o Brasil a fim de auxiliar os pioneiros. E durante os trinta primeiros anos desta igreja, a presença sueca foi notável, cessando praticamente após 1950. Durante a Primeira Convenção Geral da igreja em 1930, esta contava com a presença de 11 suecos e 23 líderes brasileiros e adquiriu autonomia em relação à missão sueca. Segundo Gedeon ALENCAR (2000: p. 52), Vingren … retornou três vezes (1917, 1920 e 1930) à Suécia, passando pelos EUA. Parece que seu desejo era manter a igreja brasileira ligada à Igreja Filadélfia de Estocolmo. Foi ele quem trouxe o Pr. Lewis Pethrus para ‘resolver a questão’, na Convenção de 30. Mas, possivelmente, todos os problemas existentes foram somatizados”, também por causa da malária que ele adquiriu no Norte do Brasil, voltando definitivamente à Suécia em 1932, onde faleceu no ano seguinte. Quanto a Berg, a exemplo de seu colega, também foi afetado pela malária, mas mesmo assim, conseguiu ficar no Brasil, 52 anos, vindo a falecer também na Suécia em 1963. Durante o tempo que aqui esteve, segundo Alencar, “… este homem que é fundador da AD, viveu no ostracismo. Não há nenhum registro de ter recebido alguma consagração como pastor. Seu nome desaparece dos jornais da denominação […] Berg trabalha algum tempo em Portugal e nos Estados do Espírito Santo e São Paulo, mas, oficialmente, não assume nenhuma igreja […] em seus últimos anos no Brasil viveu em grande pobreza, algo que não seria novidade em se tratando de um pastor assembleiano no sertão nordestino. Mas Berg, pioneiro fundador da igreja, vivendo em São Paulo, quando a AD já era grande e rica, é de se perguntar por quê?” (Ibidem: p. 51).

Tanto trabalho desempenhado em nosso país por aqueles servos de Deus mas “… os ‘dois apóstolos’ desapareceram cedo, os demais suecos que continuaram a missão não tiveram carisma suficiente para impor um modelo, e os ‘caciques’ nordestinos ‘tomaram o poder’ e imprimiram seu estilo” (Ibidem: p. 52).

Há uma lista grande de cooperadores cristãos pentecostais suecos que trabalharam no Brasil, mencionada, mas não de forma sistematizada, nos anais das A.D. Muitos deles compuseram hinos, que estão no hinário oficial da igreja, a Harpa Cristã, escreveram artigos, criaram jornais, mas sem prosperarem[11], sem falar na grande contribuição de Frida Vingren “… a maior heroína assembleiana e, ao mesmo tempo, a maior injustiçada da história assembleiana (…). Em 1917, ela sai sozinha e solteira da Suécia, passa nos EUA e vem ao Brasil para casar com Vingren. Aqui canta, ora, prega, escreve mais de 80% do jornal (Boa Semente), faz culto nos presídios, na Central do Brasil, escreve música e poesia, organiza a Harpa, escreve Atas, enfim, dirige a igreja! Seu marido desde o primeiro mês no Brasil é um homem doente de malária, é ela quem carrega o piano![12]. Desta forma, termina a participação dos pioneiros missionários e colaboradores suecos e a consequente mudança de governo de uma igreja que troca o sistema congregacional e se ajusta ao “jeitinho” brasileiro com um “… governooligárquico e caudilhesco’, que seria fruto da influência cultural nordestina”[13]. Esta tendência, desde 1930, marcaria os diferentes ministérios que, por consequência, também caracterizariam esta igreja como várias “assembleias”. Dos antigos suecos fica o conselho como o de Vingren de que partiu “feliz com Jesus” e nós outros crentes assembleianos que recebemos sua semente, devemos exortar a todos a “receberem a graça de Deus”.

Consideração finais

Mesmo um breve estudo do protestantismo europeu e seus embates com os diversos grupos sociais e religiosos, mas também com os mesmos princípios de fé, nos chama a atenção de que o Cristianismo de modo geral deve estar sempre reformando. E nos países escandinavos, incluindo a Suécia, o Anabatismo, os Menonitas, os Batistas, apesar das divisões foram grupos que trabalharam unidos, até certo ponto, para “reformar” a Igreja Reformada através de uma posição mais bíblica e apelo à regeneração e o consequente “rebatismo” e a inserção dos novos crentes em suas comunidades de fé.

No contexto dos avivamentos do século XVIII e XIX, na Inglaterra, com o Metodismo e Estados Unidos, também com os batistas, suas chamas chegam aos batistas da Suécia, alguns se pentecostalizando, e destes, o Brasil recebe parte de seus frutos, principalmente com Daniel Berg, Gunnar e Frida Vingren.

Mas o antigo “estilo batista de ser”, que até os primeiros anos no Brasil ainda continuava, deixou de existir no pentecostalismo assembleiano, os suecos deixaram sua colaboração e sua influência, principalmente quando cantamos diversos hinos compostos por Frida, por exemplo, ou pregamos, cantamos, discutimos o arminianismo ou lemos antigos artigos nos nosso Mensageiro da Paz, órgão “oficial” das ADs, Revistas de Escola Dominicais… Quanto às novas lideranças, os atuais “chefes”… Bem, este é assunto para um próximo trabalho.

Referências bibliográficas

  • ALENCAR, Gedeon. Todo poder aos pastores, todo trabalho ao povo, todo louvor a Deus. Assembleia de Deus: origem, implantação e militância (1911-1946) – Tese de Mestrado. São Bernardo do Campo-SP. Universidade Metodista de São Paulo, 2000.
  • GONZALEZ, GONZALEZ, Justo L. E até os confins da Terra: uma história ilustrada do cristianismo – A era dos dogmas e das dúvidas,  vol. 8. São Paulo: Vida Nova, 2011.
  • _______________________ E até os confins da Terra: uma história ilustrada do cristianismo – A era dos reformadores, vol. 6. São Paulo: Vida Nova, 1995.
  • HÄGGLUND, Bengt. História da Teologia. Porto Alegre: Concórdia, 2003.
  • MATOS, Alderi Souza de. O movimento pentecostal: reflexões a propósito de seu primeiro centenário. Disponível em: http://www.mackenzie.br/6982.html. Acesso em 23/11/2015.
  • MORAES, Israel Araujo de. Frida Vingren: uma biografia da mulher de Deus, esposa de Gunnar Vingren, pioneiro das Assembleias de Deus no Brasil. Rio de Janeiro: CPAD, 2014.
  • NICHOLS, Robert Hastings. História da Igreja Cristã. São Paulo: Casa Editora Presbiteriana, 1985.
  • SILVA, Nilo Tavares. Do confronto ao diálogo – o estilo batista de ser e a questão ecumênica no Brasil. São Paulo: Fonte Editorial, 2012.

Notas

[1] Frase de Conrado GREBEL, considerado o pai do anabatismo suíço. Apud GONZALEZ: 1995, p. 97.

[2] Segundo SILVA (Op. Cit., p. 65) e observações de professores feitas em salas de aula.

[3] Na verdade, o termo ‘anabatistas’ (rebatizadores) não era muito adequado a eles, uma vez que “… o primeiro batismo não era válido e que assim o que se recebia depois de confessar a fé era o primeiro e único batismo” (GONZALEZ: 1995, p. 99).

[4] Apesar do pacifismo defendido pelos anabatistas, um grupo deles, motivado pelo sofrimento, partiu para a violência. Assim, “… pouco a pouco, o pacifismo original foi esquecido e o movimento tornou-se violento” (Ibidem: p. 102).

[5] “Até então [1609], o batismo não era por imersão, só os batistas particulares, por volta de 1642, adotaram oficialmente essa prática tornando-se comum depois a todos os batistas. A primeira confissão dos particulares, a Confissão de Londres de 1644, também foi a primeira a defender o imersionismo no batismo” [grifo meu). Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/wiki/Igreja _Batista#Origem>. Acesso em 21/11/2015.

[6]  Sobre os resultados do “Grande Avivamento” nos Estados Unidos.

[7] Expressão “reavivamento” utilizada por Hängglund (Op. Cit.) para referir-se aos movimentos carismáticos ou avivalistas que ocorrem tanto na Europa quanto nos Estados Unidos nos séculos XVIII a XX.

[8] Alderi S. MATOS (Op. Cit.), em seu artigo, destaca algumas características de Seymour: “Seymour, então com trinta e cinco anos, era filho de escravos, tinha pouca cultura, limitados dotes de oratória e era cego de um olho. Escolheu o texto de Atos 2.4 para o seu primeiro sermão em Los Angeles, embora ele mesmo nunca tivesse falado em línguas. A pastora não gostou do seu ensino, mas ele, acompanhado por boa parte do grupo, passou a fazer as reuniões na casa onde estava hospedado. (grifos meus).

[9] Não encontrei informação se Lewis Petrhus esteve nos Estados Unidos. Porém, o certo é que sua igreja em Estocolmo também se pentecostalizou.

[10]  Sua última saudação, por ocasião de seu retorno à Suécia, em 1932, já bastante enfermo, vindo a falecer no ano seguinte.

[11]  Alencar (Op. Cit., p. 70) comenta que Vingren, em 1920, cria o segundo jornal – o primeiro já tinha sido criado no Pará, em 1917, a “Voz da Verdade, por brasileiros, não por suecos – no Rio Janeiro, o “Som Alegre”, que por motivos não explicados, não prospera.

[12]  Cf. Entrevista fornecida ao Blog Teologia Pentecostal, em 2009. Disponível em: <http://www.Teologia pentecostal.com/2009/02/entrevista-com-o-sociologo-gedeon.html>. Acesso em 22/11/2015.

[13]  FRESTON, Paul. Breve história do pentecostalismo brasileiro. Apud MATOS, Op. Cit.

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