A Revolução Francesa – 1789 a 1799

Podemos definir Revolução como uma profunda mudança que ocorre no âmbito econômico, social, politico e cultural. Esta definição se aplica ao que aconteceu na França entre 1789 e 1799, o mais importante movimento social e político do Ocidente e que marcou o fim da chamada Idade Moderna (1789) e início da Idade Contemporânea. A Revolução durou 10 anos, terminando com Napoleão Bonaparte no poder, em 1799.

1. A França pré-revolucionária: situação em 1788

Antes de continuar, achei importante inserir aqui este vídeo do professor Israel Batista, que trata deste período. Vejamos  [1]:

 Politicamente, a França era marcada pelo Absolutismo. Depois, no século XVIII, com o Iluminismo, este sistema político, social e e econômico, chamado também como Antigo Regime, é criticado criticado pelos pensadores da época, porque conservava uma série de privilégios herdados desde a Idade Média. O rei Luís XVI, herdeiro de um trono, cercado de honrarias, e casado com uma inimiga dos franceses, a austríaca Maria Antonieta, viviam num luxo que a França já era não capaz de sustentar.

Economicamente, a França é marcada por uma crise sem precedente. Apesar de o Palácio de Versalhes, construído pelo Rei-sol, Luís XIV, ser muito rico, a população em geral vivia na mais terrível pobreza.

A sociedade francesa da época era dividida em três ordens ou estados, onde a minoria privilegiada gastava horrores enquanto a grande maioria pagava a conta. A população de cerca de 25 milhões de pessoas na França pré-revolucionária – era dividida em clero ou primeiro estado, nobreza ou segundo estado e o povo ou terceiro estado. Vejamos o esquema [2] abaixo:

  • Primeiro Estado => Clero 00=> 0,5 % da polução francesa => Classe privilegiada.
  • Segundo Estado => Nobreza => 1,5 % da polução francesa => Classe privilegiada.

Total => Clero = 125.000 + Nobreza = 375.000 = 500.000 pessoas. O Clero (Alto e Baixo) e a Nobreza (duques, marqueses, viscondes, condes e barões) possuíam terras, cargos, prestígios, privilégios, nada pagavam e tinham isenção fiscal.

  • Terceiro Estado => Povo => 98 % da polução francesa => Classe privilegiada.

Total => Povo = 24.500.000. Alta burguesia: tinha dinheiro, muitas obrigações a pagar e não tinham privilégios políticos. Baixa burguesia: tinha mais obrigações do que dinheiro. Trabalhadores: conhecidos como sans-culottes, nada possuíam e tinham apenas muitas obrigações a cumprir.

Veja a imagem [3] abaixo:

1

‘Nessa caricatura, está representada a organização social do Antigo Regime, na França: o camponês, de tamancos e meias rasgadas, carregando nas costas representantes da Igreja e da aristocracia. Saindo dos bolsos desses privilegiados, as taxas e os impostos cobrados dos camponeses.’

Diante de uma situação de descompasso social e econômico, envolvendo gastos exorbitantes por parte da casa real e da nobreza, o resultado era uma revolução iniciada pelo terceiro estado, com o objetivo de por fim à este estado de coisas.

Podemos dividir o processo da Revolução Francesa em três momentos: a fase moderada ou da Assembleia Constituinte (1789 a 1792); a fase da Convenção Nacional ou fase radical (1792 a 1794) e a fase do Diretório (1794 a 1799).

2.  A Assembleia Nacional Constituinte – 1789 a 1792.

Em maio de 1789, Luís XVI, incapaz de pagar as dívidas francesas, decidiu convocar a Assembleia dos Estados Gerais – reunião dos representantes das três ordens da sociedade francesa – para discutir possíveis soluções.

Mal os representantes dos Estados Gerais começaram os debates, surgiram conflitos sobre o sistema de votação. O clero e a nobreza exigiram o voto “por ordem”, o que lhes assegurava a vitória, porque ambos os estados (primeiro e segundo) tinham interesses comuns.

Apesar da grande desigualdade que havia entre os membros do terceiro estado, um profundo e generalizado descontentamento unia trabalhadores e burguesia. Enquanto os camponeses, que sofriam com a situação imposta pelo absolutismo monárquico, e os demais trabalhadores, que tinham de trabalhar durante horas seguidas em troca de ganhos miseráveis, estavam descontentes com a vida que levavam, os burgueses estavam insatisfeitos porque não podiam participar da vida política e não tinham liberdade econômica.

A burguesia pretendia que a votação fosse feita por indivíduo. Isso tornava possível a aprovação de suas propostas, já que poderiam contar com o apoio de representantes do baixo clero (que se compactuava com os pobres) e de uma pequena parcela da nobreza.

O lema da Revolução Francesa era “liberdade, igualdade e fraternidade”. Mas, como vemos na tabela abaixo, o sentido de liberdade e igualdade, por exemplo, não tinham os mesmos significados para os membros do terceiro estado [4]:

Grupo Liberdade Igualdade
Burguesia
Fim dos monopólios que a impediam de exercer suas atividades comerciais livremente, expressar suas opiniões e defender seus interesses sem nenhum tipo de censura. Queria dizer igualmente civil, ou seja, o fim dos privilégios da nobreza e do clero e a conquista de direitos políticos.
Trabalha-dores urbanos O direito de negociar melhores remunerações e de opinar nos destinos do país Para os trabalhadores pobres das cidades e os camponeses, destituídos de poder político e econômico, igualdade simboli-zava a supressão da opressão e da situação de miséria, visando a conquistas não apenas políti-cas, mas também econômicas, em direção a maior igualdade social.
Campo-neses Livrar-se da condição servil e da submissão aos senho-res de terra.

Os deputados dos estados privilegiados não aprovaram a mudança pretendida pela burguesia, e frustrados em suas aspirações, em junho de 1789, os representantes do terceiro estado abandonaram Versalhes, dirigiram-se para Paris, proclamaram-se em Assembleia Nacional e juraram permanecer reunidos até que conseguissem dar à França uma Constituição.

Dias mais tarde, a guarda real cercou o local de reunião da Assembleia, com ordens do rei para desfazê-la. Honoré de Riqueti Mirabeau, representante do terceiro estado, apesar de nobre, respondeu, em nome da Assembleia, ao representante do rei: “Retornai a dizei a vosso senhor que aqui estamos pela vontade do povo e daqui só sairemos pela força das baionetas”.

No dia 9 de julho, a Assembleia Nacional tomou o nome de Assembleia Nacional Constituinte. Começava a ruir a monarquia absolutista.

Boa parte da população, por sua vez, não se limitou a esperar pelas decisões da Assembleia. No dia 14 de julho, em Paris, uma multidão avançou sobre a fortaleza daBastilha, que simbolizava o poder real. Aos gritos, os revolucionários repetiam: “Liberdade, igualdade, fraternidade”. O dia da tomada da Bastilha é desde então celebrado como o marco inicial da Revolução Francesa.

Tomada da Bastilha, 14 de julho de 1789, pintura anônima do século XVIII, que faz parte do acervo do Museu de Versalhes. Esta fortaleza, na época, servia de abrigo de presos políticos.  [5]

A Revolução estendeu-se para o interior do país, onde os camponeses começaram a atacar propriedade dos nobres e do clero.

Forçados pelos acontecimentos, o clero e os nobres acabaram aprovando na Assembleia uma proposta da burguesia que abolia privilégios que ainda restavam da época feudal, como cobrança de dízimos, servidão, isenção de impostos, monopólios, tribunais especiais, etc.

Ainda em agosto de 1789, foram enunciados os princípios da Revolução: Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, a qual atendia às aspirações de liberdade e igualdade. A Declaração é um dos principais marcos da história contemporânea, pois lançou as bases das sociedades democráticas modernas.

Em 1791, a Constituinte terminou seu trabalho com a elaboração de uma Constituição, que determinava, entre outras coisas, as atribuições dos poderes políticos. o Poder Executivo continuaria a ser exercido pelo rei, mas agora ele deveria obedecer às leis, ou seja, na prática passava a vigorar uma monarquia constitucional. O Legislativo caberia à Assembleia, e só poderiam votar e ser eleitas as pessoas que tivessem uma certa riqueza.

Como podemos notar, apesar da Declaração defender como um de seus princípios, a igualdade entre as pessoas, a Constituição francesa de 1791 violava esse princípio, pois estabelecia que só poderiam votar e ser eleitas as pessoas com certa riqueza. Ou seja, na prática, a Constituição de 1791 defendia o “voto sensitário” (baseado na renda das pessoas) e ainda não garantia a total igualdade entre as pessoas.

Como vimos, as conquistas iniciais da Revolução não beneficiavam a todos os componentes do terceiro estado, nem mesmo a toda a burguesia. Em pouco tempo, a alta burguesia, constituída por ricos empresários, comerciantes e banqueiros, concentrou todo o poder.

Depois de assumir o poder na Assembleia e de realizar as mudanças que atendiam a seus interesses, a alta burguesia transformou-se numa força conservadora, contrária à transformação de cunho social. Os camponeses, por exemplo, continuavam sem terra, pois o sistema agrário não foi modificado. Nas cidades, a maioria da população enfrentava uma situação ainda desesperadora.

Quanto à nobreza, parte dela fugiu para outros países da Europa, assustada com os rumos que tomava a Revolução. Eram os emigrados.

Diante dessa situação, começaram a surgir manifestações de protesto e revoltas populares.Maximilien de Robespierre, membro da Assembleia Constituinte, e Jean-Paul Marat, editor do jornal O Amigo do Povo – defensores dos interesses populares -, denunciavam a política da alta burguesia na Assembleia.

Em junho de 1791, disfarçados de criados, o rei e sua família tentaram fugir para o exterior. Pretendiam organizar um movimento, aliados à aristocracia de outros países, para retomar o poder e restabelecer o absolutismo na França. Foram, porém, reconhecidos perto da fronteira e detidos, e em seguida conduzidos de volta a Paris.

A população pobre de Paris, que considerou uma traição a tentativa de fuga do rei, realizou na cidade uma manifestação contra a monarquia. A Assembleia ordenou que se enviassem destacamentos da Guarda Nacional para dispersar a multidão. A Guarda, subordinada aos burgueses, agiu de forma violenta e muitas pessoas foram mortas ou feridas. Esse massacre marcou o início das divisões no interior do terceiro estado.

3. A Convenção Nacional – 1792 a 1795.

Diante dos acontecimentos e atormentados pela alta do custo de vida e pelo desemprego, os setores mais pobres da população, sobretudo das cidades, liderados pelos jacobinos(representantes da pequena burguesia), passaram a exigir mudanças que beneficiassem as camadas populares.

Em abril de 1792, a França viu–se obrigada a entrar em guerra contra a Áustria, que, juntamente com outras monarquias da Europa como Prússia, planejava esmagar a Revolução Francesa. Esses países temiam a propagação dos princípios revolucionários pela Europa e a desestabilização de seus governos. O próprio rei Luís XVI e a rainha Maria Antonieta eram a favor da intervenção estrangeira, pois tinham esperanças de que ela restaurasse o absolutismo na França.

Para defender o país e a Revolução, a população foi organizada. Milhares de voluntários (chamados de federados) alistaram-se para reforçar o exército. Foi nesse período que apareceu ”A marselhesa”[6], hino que logo ganhou popularidade e tornou-se um dos símbolos da França revolucionária, e que viria a ser o hino nacional francês. Entoando a canção, os batalhões de voluntários dirigiam-se ao campo de batalha.

Paralelamente à luta contra o inimigo externo, a situação interna se radicalizava. Em agosto de 1792 houve uma grande revolta popular, o rei Luís XVI foi destronado e preso e seus ministros foram demitidos. Era o fim da monarquia. Formou-se então um outro governo, que anunciou eleições para uma nova assembleia encarregada de mudar as leis da França, que foi chamada de Convenção Nacional. Nessas eleições todos os homens adultos teriam o direito de votar.

Em setembro, os exércitos estrangeiros foram derrotados. Nesse mesmo mês, foi adotado um novo calendário para a França, que estabelecia aquele ano o primeiro da republica.

O Calendário [7] Republicano francês:
Inspirado nas condições climáticas e agrícolas, os revolu-
cionários franceses, criaram um novo calendário que seria
composto de 12 meses de 30 dias, com mais cinco ou seis
dias complementares, consagrados à celebração de festas re-
publicanas. Os meses ficaram assim distribuídos:
=> Outono:
   - Vindimário (colheita de uvas).
   - Brumário (nevoeiro).
   - Frimário (geadas, frimas).
=> Inverno:
   – Nivoso (referente a neve).
   – Pluvioso (chuvoso).
   – Ventoso (referente aos ventos).
=> Primavera:
   – Germinal (relativo à germinação das sementes).
   – Florial (mês das flores).
   – Pradial (mês dos prados, plantas herbáceas / pastagem).
=> Verão:
   – Messidor (colheita).
   – Termidor (mês do calor).
   – Frutidor (mês dos frutos).
Este calendário foi adotado em 22/09/1792 e abolido por Na-
poleão Bonaparte em 1º/01/1806.
A primeira medida da Convenção eleita foi confirmar o fim
da monarquia na França e proclamar a república.

Dentro da Convenção, dois grupos principais passaram a se defrontar: os girondinos e os jacobinos.

Os girondinos eram representantes da alta burguesia e politicamente moderados. Eles estavam interessados em conter o movimento revolucionário, pois temiam que mudanças mais radicais colocassem em risco seus interesses econômicos. Além disso, não concordavam que os camponeses e os sans-culottes gozassem de amplos direitos políticos.

Os jacobinos pertenciam à pequena burguesia e seus principais membros eram pequenos comerciantes e profissionais liberais. Radicalmente contra a monarquia, estavam dispostos a aprofundar as mudanças da Revolução.

Os rumos dos acontecimentos provocam alternâncias no poder durante a Convenção. Inicialmente, os girondinos mantiveram o controle da situação, até que uma revolta camponesa no interior da França e a traição de generais girondinos, que passaram para o lado dos austríacos, motivaram novas manifestações nas ruas de Paris. Os sans-culottes, então, invadiram a Convenção e prenderam os deputados girondinos. Chegava ao poder a esquerda jacobina.

Por iniciativa dos jacobinos, o rei foi julgado, declarado culpado de traição e condenado à morte. Em janeiro de 1793, Luís XVI foi executado na guilhotina e, alguns meses mais tarde, foi a vez de Maria Antonieta.

A Convenção passou em seguida a promover uma série de mudanças radicais. Instituiu-se um governo centralizado e foi reforçado o Comitê de Salvação Pública, encarregado da defesa interna e externa da Revolução.

Dentre os líderes jacobinos desse período, destacou-se Robespierre, que pretendia transformar a França em uma república baseada na igualdade e na virtude. Outras figuras de destaque da Revolução, sobretudo em sua fase radical, foram Jean-Paul Marat e Georges Danton. Danton foi grande orador e ficou famoso por sua eloquência. Foi também o principal organizador da defesa nacional contra as invasões estrangeiras.

As principais medidas estabelecidas pela convenção foram:

  • abolição da escravidão nas colônias francesas;
  • fim de todos os privilégios da nobreza e do clero;
  • estabelecimento de preços máximos para artigos de primeira necessidade;
  • ensino primário gratuito e obrigatório;
  • divisão das grandes propriedades pertencentes aos nobres e distribuição de terras para famílias camponesas;
  • assistência aos indigentes.

Essas medidas provocam uma violenta reação conta a Convenção, principalmente por parte da alta burguesia. Uma onda de crimes, assassinatos e conspirações foi desencadeada pelos girondinos. Marat, uma das vítimas dessa onda, foi assassinado em 13 de julho de 1793.

Diante dos acontecimentos, os jacobinos estabeleceram o controle sobre todo o país. A falta de produtos básicos provocada pela guerra tornava a situação da população ainda mais difícil. Para defender seu governo, os jacobinos deram início a uma fase de violência institucionalizada, conhecida como Fase do Terror.

Robespierre e seus companheiros jacobinos estavam convencidos de que, para salvar a república e a Revolução, seria necessário eliminar os opositores. Nessa ânsia de deter os adversários políticos, muitos excessos foram cometidos. Houve condenações injustas, perseguições por motivos pessoais, execuções após julgamentos sumários. O próprio Danton, que passou a criticar tais excessos e entrou em choque com Robespierre, foi guilhotinado. Calcula-se que no período do Terror tenha morrido entre 25 mil a 45 mil pessoas.

Se por um lado os jacobinos foram radicais em sua política repressiva, por outro, conseguiram mobilizar a população para afastar a ameaça estrangeira. O rigor de Robespierre e de seu grupo, entretanto, acabou por isolá-los e deixá-los sem apoio político. Por fim, não dispunham mais de forças para se manter no poder.

Nesse momento, a alta burguesia conseguiu retomar o controle da Revolução (reação termidoriana). De volta ao poder, determinou a prisão e a execução dos principais líderes jacobinos, inclusive do próprio Robespierre. Os sans-culottes não esboçaram nenhuma reação, pois estavam sem liderança e descontentes com a política repressiva dos jacobinos.

3.  O Diretório – 1795 a 1799

Após a queda de Robespierre, a alta burguesia voltou ao poder disposta a consolidar suas conquistas. Não admitia a política igualitária dos jacobinos, mas também não queria a restauração do Antigo Regime. Seu objetivo era implantar uma república moderada, que excluísse das eleições os mais pobres (a maioria) e restaurasse a plena liberdade das atividades econômicas, fosse da indústria, do comércio ou dos bancos.

Em agosto de 1795, a Convenção aprovou uma nova Constituição, que restringia o direito ao voto e restaurava o critério de renda (voto censitário) para ser eleito. Foi criado o governo do Diretório, no qual cinco membros – os diretores – exerciam o Poder Executivo. O Poder Legislativo ficou a cargo do Conselho dos Anciãos e do Conselho dos Quinhentos.

A crise econômica, porém, agravava-se dia a dia, a corrupção aumentava e os alimentos continuavam escassos. Para complicar a situação, formou-se uma nova coligação de países europeus contra a França. Pouco a pouco, o governo do Diretório foi enfraquecendo.

Em 1799, um jovem general chamado Napoleão Bonaparte, após derrotar os exércitos inimigos, regressou à França e, com o apoio de seu exército, derrubou o Diretório. Estava instalado um novo governo, o Consulado.

O governo de Napoleão Bonaparte direcionou-se no sentido de consolidar e proteger as conquistas burguesas. Toda a sua política promoveu os interesses da burguesia. Seu governo e papel no cenário europeu são assunto do próximo capítulo.

Veja também  O Jacobinismo, vídeo-aula do professor Israel Batista…

Consequências da Revolução Francesa

A Revolução Francesa influenciou profundamente a sociedade e as instituições de todos os países da Europa. Além de provocar a queda da monarquia absolutista na França, contribuiu para a elaboração de constituições na maioria dos países europeus. Os princípios liberais e as ideias contidas na Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão foram incorporados à Constituição de outras nações fora da Europa.

Influenciou também os movimentos de independência nas colônias da América Latina, já incentivados pelo exemplo das Treze Colônias Inglesas.

As conquistas populares, por sua vez, foram muito limitadas. Quem colheu os melhores frutos da Revolução foi a burguesia.

Notas / Bibliografia:

  • [1]  BATISTA, Israel. A França Pré-Revolucionária. In: http://www.youtube.com/watch?v=ftl7CcwhtfU. Acesso em 12/06/2013.
  • [2]  Adaptação de: BATISTA, Israel (Op. Cit., Nota 1).
  • PILETTI, Nelson & Claudino. História: EJA (Educação de Jovens e Adultos) – 4º Ciclo. São Paulo: Ática, 2003, p. 22 a 28, do qual extraímos, também, a base das informações do texto escrito.
  • [3]  PILETTI, Op. Cit., Nota 2, p. 22.
  • [4]  VICENTINO. Claudino. História – 8º ano. São Paulo: Scipione, 2012. Página 43.
  • [5]  “Tomada da Bastilha, 14 de julho de 1789, pintura anônima do século XVIII, que faz parte do acervo do Museu de Versalhes”. PILETTI. Op. Cit, página 24.
  • [6]  Veja A marselhesa, versão do Hino Nacional da França, publicado por Lima He Silva LS, acompanhado com várias imagens sobre a França.
  • [7]  Disponível em: http://cafe-musain.blogspot.com.br/2013/04/o-calendario-republicano-frances.html#!/2013/04/o-calendario-republicano-frances.html. Acesso em 23/06/2013.

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2 respostas a A Revolução Francesa – 1789 a 1799

  1. Os sans-culottes, no início, faziam parte, juntamente com os jacobinos, do terceiro estado, e, portanto, votavam juntos. Depois da República, em 1792, os sans-culottes tornam-se os principais apoiadores dos jacobinos, mas isto até a tomada do poder pelos girondinos, representantes da alta burguesia, a partir de 1795.

  2. lucas disse:

    Muito boa a aula, mas fiquei com uma duvida talvez não muito importante.
    Os Sans-Culottes votavam como jacobinos ou só eram representados pelos jacobinos mas sem votarem como um?

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